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sábado, 2 de junho de 2012

Caminhoneiro se expõe ao sol por 28 anos e fica com uma metade do rosto muito mais envelhecida que a outra


 
Raios UVA também causam câncer: homem com metade do rosto superenvelhecida motiva estudos cientìficos Foto: Reprodução

Está aí a prova viva dos danos do sol à saúde. A foto é de um homem não identificado, de 69 anos, que passou 28 anos como caminhoneiro e, portanto, sendo atingido por raios solares na parte esquerda da face através da janela enquanto dirigia. A diferença entre os dois lados do rosto dele é impressionante: na segunda metade, ele parece muito mais velho, o que mostra o efeito dramático e prematuro de envelhecimento que sol pode ter sobre a pele.

Cientistas da Universidade Northwestern, em Chicago, estudaram os prejuízos ao rosto do caminhoneiro. A condição - conhecida como dermatoheliosis unilateral ou fotoenvelhecimento - é causada por raios solares UVA e resulta em espessamento e enrugamento da pele.

Responsáveis ​​pelo efeito de bronzeamento causados pela coloração de pigmentos, os raios UVA são a forma mais comum de raios de luz, e aparecem também em câmaras de bronzeamento, que produzem doses 12 vezes mais forte do que a do sol. Ao contrário dos raios UVB, mais comumente associados a câncer de pele e queimaduras solares, os raios UVA podem penetrar o vidro, como na janela do caminhoneiro, e estão presentes até mesmo em dias nublados.

Embora se acreditasse anteriormente que a luz UVA fosse relativamente mais segura em comparação à UVB - a exemplo de vários filtros solares que bloqueavam apenas os raios UVB -, a investigação recente do estudo universitário têm provado que o câncer de pele pode ser causado por ambos os tipos. Os cientistas Jennifer R.S. Gordon e Joaquin C. Brieva, da Universidade Northwestern, disseram que, devido aos danos extremos do caminhoneiro, ele precisaria de um acompanhamento regular para o câncer de pele.

A pesquisa destaca ainda o perigo das camas de bronzeamento e alerta os banhistas para o perigo da exposição solar sem proteção.

Fonte: Extra

domingo, 15 de maio de 2011

Países mais 'felizes' têm maiores taxas de suicídio, diz estudo

Países em que as pessoas se sentem mais felizes tendem a apresentar índices mais altos de suicídio, segundo pesquisadores britânicos e americanos.

Os especialistas sugerem que a explicação para o fenômeno estaria na tendência dos seres humanos de se comparar uns aos outros.

Sentir-se infeliz em um ambiente onde a maioria das pessoas se sente feliz aumenta a sensação de infelicidade e a probabilidade de que a pessoa infeliz recorra ao suicídio, a equipe concluiu.

O estudo foi feito por especialistas da University of Warwick, na Grã-Bretanha, Hamilton College, em Nova York e do Federal Reserve Bank em San Francisco, Califórnia, e será publicado na revista científica Journal of Economic Behavior & Organization.

Ele se baseia em dados internacionais e em informações coletadas nos Estados Unidos.

Nos EUA, os pesquisadores compararam dados obtidos a partir de depoimentos de 1,3 milhão de americanos selecionados de forma aleatória com depoimentos sobre suicídio obtidos a partir de uma outra amostra, também aleatória, com um milhão de americanos.

Paradoxo

Os resultados foram desconcertantes: muitos países com altos índices de felicidade felizes têm índices de suicídio altos.

Isso já foi observado anteriormente, mas em estudos feitos de forma isolada, como, por exemplo, na Dinamarca.

A nova pesquisa concluiu que várias nações - entre elas, Canadá, Estados Unidos, Islândia, Irlanda e Suíça - apresentam índices de felicidade relativamente altos e, também, altos índices de suicídio.

Variações culturais e na forma como as sociedades registram casos de suicídio dificultam a comparação de dados entre países diferentes.

Levando isso em conta, os cientistas optaram por comparar dados dentro de uma região geográfica: os Estados Unidos.

Do ponto de vista científico, segundo os pesquisadores, a vantagem de se comparar felicidade e índices de suicídio entre os diferentes Estados americanos é que fatores como formação cultural, instituições nacionais, linguagem e religião são relativamente constantes dentro de um único país.

A equipe disse que, embora haja diferenças entre os Estados, a população americana é mais homogênea do que amostras de nações diferentes.

Utah e Nova York

Os resultados observados nas comparações mais amplas entre os países se repetiram nas comparações entre diferentes Estados americanos.

Estados onde a população se declarou mais satisfeita com a vida apresentaram maior tendência a registrar índices mais altos de suicídio do que aqueles com médias menores de satisfação com a vida.

Por exemplo, os dados mostraram que Utah é o primeiro colocado no ranking dos Estados americanos em que as pessoas estão mais satisfeitos com a vida. Porém, ocupa o nono lugar na lista de Estados com maior índice de suicídios.

Já Nova York ficou em 45º no ranking da satisfação, mas tem o menor índice de suicídios no país.

Ajustes

Para tornar mais justas e homogêneas as comparações entre os Estados, os pesquisadores levaram em consideração fatores como idade, sexo, raça, nível educacional, renda, estado civil e situação profissional.

Após esses ajustes, a relação entre índice de felicidade e de suicídios se manteve, embora as posições de alguns países tenham se alterado levemente.

O Havaí, por exemplo, ficou em segundo lugar no ranking ajustado de satisfação com a vida, mas possui o quinto maior índice de suicídios no país.

Nova Jersey, por outro lado, ocupa a posição 47 no ranking de satisfação com a vida e tem um dos índices mais baixos de suicídio - coincidentemente, ocupa a posição 47 na lista.

"Pessoas descontentes em um lugar feliz podem sentir-se particularmente maltratadas pela vida", disse Andrew Oswald, da University of Warwick, um dos responsáveis pelo estudo.

"Esses contrastes sombrios podem aumentar o risco de suicídio. Se seres humanos sofrem mudanças de humor, os períodos de depressão podem ser mais toleráveis em um ambiente no qual outros humanos estão infelizes".

Outro autor do estudo, Stephen Wu, do Hamilton College, acrescentou:

"Este resultado é consistente com outras pesquisas que mostram que as pessoas julgam seu bem estar em comparação com outras à sua volta".

"Esse mesmo efeito foi demonstrado em relação a renda, desemprego, crime e obesidade".

By: BBC

Motivação influencia resultados em testes de QI, diz estudo

Jovem gênio (SPL)

Resultados de testes de QI estão sujeitos a diferentes variáveis, mostra estudo

Testes de inteligência - também conhecidos como testes de QI - medem tanto motivação quanto habilidade mental, segundo pesquisadores americanos.

A equipe de psicólogos da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, Estados Unidos, concluiu que um resultado alto no teste de QI requer inteligência e motivação, porém, um resultado baixo pode indicar a falta de apenas um dos dois fatores.

Incentivos oferecidos às pessoas testadas melhoraram significativamente os resultados dos testes.

O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Estudo

Como parte do trabalho, a equipe analisou estudos anteriores sobre como incentivos materiais afetaram o desempenho de mais de duas mil pessoas que fizeram testes de QI.

Eles concluíram que os incentivos melhoraram todos os resultados, mas particularmente para aqueles participantes que tinham pontuações menores no teste.

Depois, os mesmos pesquisadores testaram como a motivação influenciou os resultados de testes de QI e também previsões de inteligência e desempenho no futuro.

Usando dados de um estudo de longa duração que acompanhou 250 meninos da adolescência ao início da vida adulta, os psicólogos concluíram que alguns indivíduos se esforçam mais do que outros em situações onde os incentivos são baixos.

O psicólogo James Thompson, da University College London, disse que já se sabia que resultados de testes de QI eram reflexo de habilidade nata e outras variáveis.

"A vida é um teste de inteligência e de personalidade", disse Thompson. "O resultado (de um teste de) QI contém elementos de ambos, mas principalmente inteligência".

"Se um teste de QI não motiva alguém, isso já é, em si, uma boa previsão".

By: BBC

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cientistas americanos encontram células-tronco no pulmão

Descoberta pode gerar novos tratamentos contra doenças crônicas.
Células conseguiram reparar tecidos danificados em camundongos.

Um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos encontrou células-tronco onde até agora elas nunca tinham sido vistas: o pulmão. A descoberta pode render, no futuro, novas opções de tratamento para quem sofre de doenças pulmonares crônicas ao regenerar áreas doentes do órgão, segundo um dos autores do estudo, Piero Anversa, diretor do Centro de Medicina Regenerativa do Hospital de Brigham, afiliado à Universidade Harvard.

A pesquisa foi apresentada na edição desta semana da revista médica “New England Journal of Medicine”.

A equipe de Anversa estudou tecidos pulmonares retirados após cirurgias e conseguiu isolar as células-tronco, que se mostraram capazes de se dividir tanto em novas células-tronco quando em outras que formariam tecidos pulmonares.

Para testar a eficácia de uma futura terapia, eles injetaram essas células-tronco em camundongos com danos pulmonares e viram a formação e integração estrutural de novos bronquíolos e alvéolos.

“Ainda é preciso pesquisar mais, mas estamos animados com o possível impacto que essa descoberta pode ter na nossa capacidade de regenerar ou recriar tecidos pulmonares em áreas doentes do pulmão”, disse, em nota, Joseph Loscalzo, coautor da pesquisa.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Aparece em público 1º americano que fez transplante completo de rosto

Dallas Wiens, de 25 anos, ficou desfigurado após tocar fio de alta tensão.

Operação envolveu mais de 30 profissionais e durou 15 horas em Boston.

O primeiro norte-americano a receber um transplante completo de rosto fez nesta segunda-feira (9) a sua primeira aparição pública após a cirurgia.

Dallas Wiens, de 25 anos, apareceu cercado de cirurgiões em um hospital de Boston, pouco antes de deixar o hospital.

Ele havia sido operado em março, em um procedimento que durou 15 horas e envolveu uma equipe de 30 profissionais de saúde.

Morador da cidade texana de Fort Worth, ele recebeu novos nariz, lábios, pele, músculos e nervos de um doador morto, não identificado.

A cirurgia foi paga pelo Pentágono, que espera usar os conhecimentos obtidos para ajudar soldados com ferimentos faciais graves.

Wiens teve o rosto desfigurado e queimado e ficou cego do olho esquerdo após tocar um fio de alta tensão quando pintava uma igreja, em novembro de 2008.

selo aviso atenção (Foto: Editoria de Arte / G1)
Dallas Wiens antes (à esquerda) e nesta segunda-feira (9), em Boston, após a cirurgia (Foto: AP)

By: G1